Ainda estávamos em “Férias: Parte II – O ataque suíno” quando fizemos a primeira reunião com os professores. E no mesmo dia, o professor Roberto nos emprestou o Arduino Duemilanove dele pra começarmos a fuçar e descobrir como ele funciona. E foi o que eu fiz na semana seguinte.
Depois de ver o básico “Blinking LED” na reunião, resolvi dar uma incrementada nele, colocando não um, mas dois LEDs. Não o suficiente, eu quis que um deles piscasse apenas a cada três piscadas do outro. Ai foi só encaixar tudo na protoboard, mudar o código um pouquinho, testa, corrige um errinho, ajusta o tempo e pronto. Eis meu primeiro e tosco brinquedinho feito com um Arduino.
Depois desse eu resolvi adicionar mais um LED. E pra não ficar outro pisca-pisca, aproveitei pra usar a saída PWM, que fornece uma tensão variável (ao contrário da saída digital que é apenas zero ou 5 V). Usando a conhecida função seno e uma ajudinha do Pi, fiz os três LEDs ficarem oscilando de modo a representar uma rede trifásica, cada um deles com máximos e mínimos em tempos diferentes, igualmente espaçados.
Em seguida eu resolvi brincar com a entrada analógica. Até tenho uns potenciômetros aqui em casa, mas também tinha um outro brinquedinho: o LDR, ou light depending resistor (resistor dependente de luz). É nada mais que um resistor variável, controlado pela intensidade luminosa. LDR na entrada analógica, LED na saída PWM, programa feito, ação:
Se você reparou bem no vídeo acima, o circuito da segunda “experiência” ainda estava montado. A partir daí não foi difícil ter a ideia de juntar os dois sistemas:
E foi por aqui que a diversão acabou. Pelo menos por enquanto… espero comprar um desses no futuro.
No momento o Arduino está com o Pedro. Ele provavelmente está brincando com seus recém comprados componentes, com direito a um display de sete segmentos e um mitológico LED RGB. Espero que em breve todos possam contar suas aventuras com este bichinho azul.